sábado, 15 de abril de 2017

75% das campanhas do Brasil foram abastecidas por caixa dois, diz Marcelo Odebrecht

O GLOBO — Em um dos depoimentos de seu processo de delação premiada, o ex-presidente do grupo Odebrecht Marcelo Odebrecht conta que o PT foi o primeiro partido a centralizar o processo de arrecadação de verbas junto à empresa na figura do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci.

Marcelo narra os problemas das doações via caixa dois e estima que 3/4 de todas as campanhas do Brasil eram irrigadas dessa forma. 

O empresário diz que o instituto do caixa dois gerava um círculo vicioso sobre o qual ninguém tinha controle, pois era impossível rastrear quanto desse dinheiro ia realmente para campanha eleitoral e quanto ia para outros caminhos. 

— Esse era um problema que a gente tinha no Brasil todo, se criava um círculo vicioso. 

Eu estimo que três quartos (75%) das campanhas do Brasil eram de caixa dois — afirmou Marcelo Odebrecht aos procuradores no Paraná, onde está preso. 

Apesar dos problemas relacionados ao caixa dois, Marcelo admite que esta também era uma forma de a empresa se resguardar do apetite de outros candidatos. 

Pois se o total doado para um fosse revelado, outro procuraria a empresa querendo o mesmo ou até mais. 

Essa lógica foi explicada pelo empreiteiro no capítulo em que ele fala das doações de R$ 2 milhões ao então candidato ao governo do Acre, Tião Viana (PT). 

Desse total, só R$ 500 mil foram declarados à Justiça Eleitoral. O restante foi por caixa dois.

Segundo ele, quem negociou com Marcelo foi o irmão de Tião, o senador Jorge Viana (PT-AC).

Fonte:
http://blogdobg.com.br/

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